A loja de GPT da OpenAI está gerando reclamações de direitos autorais.

# A revolução dos Bots Personalizados: Desafios de Práticas Antiéticas

Nos últimos meses, Morten Blichfeldt Andersen tem se dedicado incansavelmente a explorar a loja GPT da OpenAI. Desde o seu lançamento em janeiro, a plataforma de bots personalizados tem se enchido com uma vasta gama de ferramentas de inteligência artificial úteis e, por vezes, peculiares. Geradores de desenhos animados produzem ilustrações no estilo do “New Yorker” e imagens vibrantes de animes. Assistentes de programação e redação oferecem atalhos para a criação de código e texto. Há também um bot de análise de cores, um identificador de aranhas e até um coach de relacionamentos.

No entanto, Andersen está em busca de um tipo muito específico de bot: aqueles construídos com base nos materiais protegidos por direitos autorais de seu empregador, sem permissão.

## A Caça aos Bots de Textbooks

Andersen é diretor editorial da Praxis, uma empresa dinamarquesa de livros didáticos. A companhia tem adotado a inteligência artificial e criou seus próprios chatbots personalizados. No entanto, atualmente, está envolvida em um jogo de “whack-a-mole” na loja GPT, e Andersen é o responsável por ‘derrubar os infratores’. Ele suspeita que os culpados sejam principalmente jovens que fazem upload de material dos livros didáticos para criar bots personalizados a serem compartilhados com os colegas.

## A Problemática dos Direitos Autorais

É fácil encontrar bots na loja GPT cujas descrições sugerem que possam estar utilizando conteúdo protegido por direitos autorais. A Techcrunch mencionou em um artigo recente que a loja da OpenAI estava sendo inundada por “spam”. O uso de material protegido por direitos autorais sem permissão pode levar a ações legais por parte dos detentores desses direitos. Um exemplo é o GPT chamado Westeros Writer, que afirma “escrever como George R.R. Martin”, o criador de “Game of Thrones”.

## Disputas Jurídicas

A questão dos direitos autorais na loja GPT pode adicionar mais problemas legais à OpenAI, que já enfrenta várias ações judiciais por violação de copyright. Os chatbots oferecidos na loja GPT são baseados na mesma tecnologia do ChatGPT da empresa, mas são criados por desenvolvedores externos para funções específicas. Para personalizar o bot, um desenvolvedor pode enviar informações extras que ajudarão a aprimorar o conhecimento incorporado na tecnologia da OpenAI. O processo de consultar essas informações adicionais para responder às perguntas de uma pessoa é chamado de geração aumentada por recuperação, ou RAG. Andersen está convencido de que os arquivos RAG por trás dos bots na loja GPT são um viveiro de materiais protegidos por direitos autorais enviados sem permissão.

Em resumo, a prática de utilizar conteúdo protegido por direitos autorais em bots personalizados é um desafio ético e legal que precisa ser abordado tanto pelos desenvolvedores quanto pelas plataformas que hospedam essas tecnologias inovadoras. A transparência e a conformidade com as leis de direitos autorais são essenciais para promover uma comunidade online responsável e ética.

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