Em 24 horas, você terá suas pílulas: Mulheres americanas estão viajando para o México em busca de abortos.

# Aborto em Florida: Uma luta pelo direito de escolha

Desde a decisão histórica de Roe v. Wade, o acesso ao aborto nos Estados Unidos tem sido alvo de inúmeras restrições por parte de diversos estados. Em Florida, por exemplo, as leis atuais só permitem o procedimento até as 15 semanas de gestação, e algumas regiões vizinhas como Mississippi e Alabama já praticamente proibiram o aborto.

No entanto, um grupo de ativistas liderados por Hochkammer e sua equipe, junto com Floridians Protecting Freedom, estão lutando por uma nova emenda constitucional que garantiria o acesso ao aborto antes da viabilidade fetal, ou quando necessário para a saúde da paciente. Para isso, eles precisam reunir um total de 890.000 assinaturas para colocar a iniciativa nas urnas das eleições gerais de novembro de 2024.

Essa proposta tem amplo apoio da população, com 70% dos Floridians e mais de 60% dos republicanos a favor. Até mesmo parte dos apoiadores de Trump concordam com a linguagem da iniciativa. Esses números refletem pesquisas que indicam que mais da metade dos americanos apoiam o acesso ao aborto em todos ou na maioria dos casos.

Enquanto isso, outras organizações estão menos otimistas em relação aos direitos reprodutivos em Florida. O governador Ron DeSantis assinou uma lei que proíbe o aborto após seis semanas de gestação, que ainda aguarda um desafio legal devido a legislação vigente que limita o procedimento até as 15 semanas.

Kamila Przytuła, diretora da Women Emergency Network (WEN), destaca a importância do acesso ao aborto para mulheres de baixa renda, lembrando que o procedimento pode custar entre $500 a $1.000 em outros estados. Por meio de doações privadas, a WEN consegue ajudar financeiramente mulheres que buscam assistência, evitando que tenham que decidir entre pagar as contas e se alimentar.

Segundo o Instituto Guttmacher, quase um em cada cinco pacientes de aborto nos Estados Unidos viajaram para outro estado para acessar o procedimento. Essas restrições especialmente afetam jovens, mulheres negras e migrantes, as principais populações atendidas pela WEN.

Um exemplo marcante foi o caso de uma mulher centro-americana, analfabeta e HIV positiva, que foi auxiliada pela WEN para realizar um aborto. Ela estava em uma situação extrema de vulnerabilidade, e a organização conseguiu oferecer apoio financeiro para que ela fosse tratada em Miami.

Essa história é apenas uma entre as centenas de mulheres que a WEN ajudou em Florida, em um cenário onde milhões de mulheres enfrentam extremas restrições ao aborto, muitas vezes sendo forçadas ao segredo.

A luta pelo direito de escolha em Florida continua, com ativistas, organizações e comunidades buscando proteger e garantir a saúde e autonomia das mulheres. E o debate sobre os direitos reprodutivos segue gerando impacto e mobilização em todo o país.

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